A OCDE alerta para a desaceleração econômica em 2026. O ano de 2025 foi bom, mas o cenário mudou. Descubra como preparar sua gestão comercial para proteger a margem.
Estamos encerrando 2025 com uma sensação de otimismo no mercado. O PIB surpreendeu positivamente e muitos diretores estão estourando champanhe com as metas batidas. Mas, como todo bom gestor experiente sabe, o perigo real nunca está no retrovisor, e sim no para-brisa.
O último relatório da OCDE jogou um balde de água fria na euforia: a projeção é de uma desaceleração clara para 2026.
O motivo? A conta dos juros altos (que seguraram a inflação) e a incerteza fiscal acumulada vão cobrar seu preço no próximo ano. O “voo de cruzeiro” de 2025 deve encontrar turbulência severa nos primeiros trimestres de 2026.
Para a indústria e o setor B2B, o recado é brutal: Não projete seu 2026 espelhando o sucesso de 2025. Quem entrar no próximo ano “inchado” e com custos fixos altos, contando com a mesma demanda aquecida, vai sofrer um choque de realidade.
Abaixo, o plano de blindagem para enfrentar o ano de ajuste que se aproxima.
O “Inverno” dos Juros em 2026
A OCDE foi enfática: a política monetária continuará restritiva. Isso significa que o dinheiro continuará caro em 2026.
- O Risco: Financiar capital de giro e estoque será oneroso.
- A Lição B2B: Em anos de crédito caro, Cash is King (Caixa é Rei).
- Você não pode se dar ao luxo de financiar seu cliente com prazos de pagamento de 90 ou 120 dias se o seu custo de capital é alto.
- A Solução: Reduzir o Ciclo de Vendas. Se seu time comercial demora 8 meses para fechar um contrato, em 2026 isso custará muito mais caro. Implementar ABM (Account-Based Marketing) para acelerar o fechamento é uma medida de proteção financeira.
A Ilusão da Gordura de 2025
O perigo dos “anos bons” (como foi 2025 para muitos setores) é que eles mascaram ineficiências. Com o caixa cheio, as empresas relaxam: contratam mais vendedores de campo, ignoram o aumento do CAC (Custo de Aquisição) e deixam a produtividade cair.
A OCDE avisa: A maré vai baixar em 2026. E quando a maré baixa, descobrimos quem estava nadando pelado.
- A Tática: Aproveite o caixa de 2025 não para “gastar”, mas para investir em eficiência.
- Troque o custo variável descontrolado (viagens, feiras sem ROI) pelo custo fixo inteligente (CRM, Dados, Automação).
- Entre em 2026 leve. Uma operação comercial digitalizada custa 70% menos que uma operação analógica de campo.
A Retenção como Salva-Vidas
Em 2026, com a economia desacelerando, seus clientes estarão mais avessos a risco. Convencer uma empresa a trocar de fornecedor ou iniciar um novo projeto será mais difícil (a fricção de vendas aumenta).
- A Estratégia: O ouro de 2026 estará na sua base atual.
- É a hora do LTV (Lifetime Value). Vender o “Upsell” (um produto superior) ou o “Cross-sell” (um serviço complementar) para quem já confia em você será a forma mais segura de bater meta.
- O Erro: Focar o marketing de 2026 apenas em “Novos Clientes”.
- O Acerto: Direcionar campanhas de ABM para a base de clientes ativos, blindando-os contra a concorrência.
Conclusão: Construa a Arca Agora
Não espere o primeiro trimestre de 2026 apresentar números ruins para reagir. O planejamento estratégico está acontecendo agora, na virada do ano.
Use os lucros de 2025 para financiar a transformação digital do seu comercial. Se a previsão é de chuva, o gestor inteligente vende o guarda-chuva ou reforça o telhado antes da tempestade.
Sua empresa está preparada para vender em um cenário de demanda retraída em 2026? Na 7 Digital, nós preparamos sua operação para a guerra, não para o piquenique.
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